segunda-feira, 7 de março de 2011

Crítica de filme: Gnomeo & Juliet (Gnomeu e Julieta)

Alguém deve ter feito uma brincadeira com o nome Romeu e a palavra gnomo e, a partir daí, construiu todo um filme animado em volta. Por alguma razão que não vou perder meu tempo para descobrir, Elton John tornou-se o produtor executivo do filme e suas músicas passaram a fazer parte da trilha sonora. São músicas bacanas e tal mas completamente desconexas em relação ao enredo do filme.


Mas isso pouco importa. Apesar da aparente falta de nexo no filme, mais esse tratamento da imortal estória de Shakespeare, Romeu e Julieta, funciona razoavelmente bem na tela. E funciona mais porque o filme é um produto bem britânico do diretor texano Kelly Asbury que, antes desse, fez Shrek 2 (que muitos gostam mais que eu abomino) e Spirit - O Corcel Indomável, desenho em 2D até bem bacana e voltado para crianças, sem pretensão de tentar ser mais do que efetivamente é, apesar de ser pontilhado de breves momentos para agradar também os adultos.

O desenho em computação gráfica conta a estória de famílias rivais de gnomos de jardim: os vermelhos (equivalentes aos Capuletos) e os azuis (equivalentes aos Montéquios). Eles vivem em jardins adjacentes na cidade de Stratford-Upon-Avon (a cidade natal de Shakespeare) e, quando os donos das casas (que também se odeiam) não estão, eles ganham vida no estilo Toy Story e começam a tramar uns contra os outros, fazendo guerra de tomates, corridas de cortador de grama e por aí vai. É claro que Gnomeo e Julieta apaixonam-se e a confusão começa.

A animação não é nada especial mas não desaponta. Há pequenos toques inteligentes, como o som de cerâmica que os gnomos fazem ao se movimentar e o os traços de envelhecimento dos gnomos mais velhos, com tinta descascada e pequenos pedaços quebrados aqui e ali. Não só os gnomos ganham vida como, também, basicamente todos os objetos inanimados dos breguíssimos jardins. Aliás, com todo respeito, o "fator-brega" dos jardins parece ter sido - e certamente foi - inspirado no campeão dos bregas, Sir Elton John que, como disse, tem presença marcante no filme, mesmo sem aparecer. Assim, são flamingos plásticos, cogumelos, coelhinhos e tudo mais que se pode colocar em jardins para eles ficarem extremamente feios.

Mas, para crianças pequenas, o fator "fofura" do filme mais do que funciona, pois os gnomos e demais acessórios, devo confessar, têm um design bem agradável, que acerta em cheio no alvo. Além disso, as piadas estilo pastelão são boas, as cenas de ação (especialmente com os cortadores de grama) chamam a atenção dos pequenos e os romances são na medida para agradar a todos.

Para os adultos, temos o meta-filme, usado logo na abertura do filme com um gnomo falando que essa estória já foi contada (várias) vezes antes e, mais para frente, quando Shakespeare - ou uma estátua do bardo, na verdade - começa a comentar o drama de Gnomeo e o quanto ele se parece com uma estória que ele criou. Ele chega a comentar que o final que ele criou é o melhor final. Essa consciência de que o desenho é uma adaptação da obra original e que contém alterações substanciais é inserida de maneira inteligente no filme, para não deixar a audiência esquecer.

Mas o filme não é especialmente memorável. Hoje em dia, com animações da Pixar, alguns acertos da Dreamworks e, quase sempre, os filmes de Miyazaki, sempre espero mais. Ou melhor, exijo mais. Ser só "bonitinho"e "fofinho", com músicas pop marcantes mas completamente aleatórias não dá mais. E o meta-filme que mencionei até poderia ter sido o "quê" a mais para deixar esse filme minimamente duradouro mas o diretor não conseguiu ultrapassar a barreira do "minimamente competente".

Ah, como poderia esquecer-me: vi o filme em 3D e sugiro que, quem puder, economize dinheiro e vá ver a versão 2D. A tecnologia não acrescentou nada a esse filme.

Mais sobre o filme: IMDB, Rotten Tomatoes, Box Office Mojo e Filmow.

Nota: 6 de 10

6 comentários:

  1. Grata por esse comentário idiota, seu azedo!

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  2. Grata oelo comentario idiota, seu azêdo!

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  3. O FILME E LINDO SEU SEN NOÇAO

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Pensem antes de escrever para escreverem algo com um mínimo de inteligência. Quando vocês escrevem idiotices, eu apenas me divirto e lembro de Mark Twain, que sabiamente disse "Devemos ser gratos aos idiotas. Sem eles, o resto de nós não seria bem sucedido."