segunda-feira, 27 de julho de 2009

Crítica de filme: 17 Again (17 Outra Vez)


Foi total falta de alternativas. Estava no avião, sem conseguir dormir e comecei a passar a seleção de filmes. A única coisa que eu não tinha visto era essa maravilha aí, estrelada por Matthew Perry e Zack Efron. De tão ruim que eu sabia que ia ser, eu nem me preocupei em colocar o fone de ouvido. Fiquei só nas legendas mesmo, que são muito mais do que suficientes para entender o que está acontecendo na complexa trama.

Os dois atores fazem o papel de Mike O'Donnell. Matthew Perry, péssimo ator, é o personagem nos dias de hoje, com dois filhos que ele mal conhece e um casamento em frangalhos. Zack Efron, também péssimo ator, é Mike com 17 anos, mas nos dias de hoje também, tentando reviver sua vida. Por um passe de mágica, o adulto se transforma no adolescente. Apenas gostaria de saber de onde o roteirista tirou essa "brilhante" e "original" idéia, que nunca tinha sido feita antes...

Ultrapassada a questão da originalidade e as inevitáveis comparações com Big (Big, na verdade, está para 17 Again assim como Shakespeare está para Sidney Sheldon...), não sobra nada para 17 Again. Perry é retirado do filme com 15 minutos de projeção e todo o foco se vira para Efron, que até chega a ensaiar uns passinhos de dança, claro, para lembrar as adolescentes de seus momentos High School Musical. Ah, ele até joga basquete no filme. Nem para trocar de esporte serviram os roteiristas...

Tudo é muito óbvio, do começo ao fim. A única coisa legal é o nerd do melhor amigo de Mike, Ned Gold (vivido pelo ótimo Thomas Lennon). O cara é milionário e só pensa em comprar espadas de elfos, bonecos de Star Wars, estátuas de Star Trek e por aí vai. A cama dele é o speeder de Luke Skywalker no primeiro Star Wars, só para vocês terem uma idéia. O diálogo dele em "élfico" com a diretora da escola - que se revela uma maluca que nem ele - é impagável. Mas é só. O resto é bem simples e rasteiro, sem a menor tentativa de quem quer que seja de trazer alguma coisa de razoável para a telona.

O que me irrita mais é que roteiros como esse são aprovados todos os dias pois nós, do público, acabamos assistindo e prestigiando lixos como esse.

Nota: 3 de 10 (unicamente em razão do personagem de Lennon)

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