sábado, 24 de julho de 2010

Crítica de filme: Predators (Predadores)

Predadores, filme do quase estreante Nimród Antal sob a batuta de Robert Rodriguez, não ultrapassa as expectativas nem desaponta. Ele é exatamente o que deveria ser.

E isso é bom!

Depois que Schwarzenegger saiu no braço com o primeiro alienígena caçador, lá nos idos de 1987, sob a direção de John McTiernan, só fizeram arruinar a imagem dos bicharocos. Em 1990 lançaram a porcaria de Predador 2 e em 2004 e 2007 lançaram os terríveis Alien vs Predador.


Antal e Rodriguez conseguiram, com Predadores, resgatar a estória original e fazer um filme bastante razoável, respeitando o que ocorreu no primeiro e, principalmente, sem inventar muita moda. Predators é simples como o primeiro: alienígenas caçam humanos no meio de uma selva. As diferenças são pouquíssimas: dessa vez os humanos são raptados e jogados (literalmente e de pára quedas, em uma eletrizante cena de abertura) em uma espécie de planeta reserva de caça dos monstros; um não conhece o outro e são três predadores no lugar de um só. De resto, o filme é igualzinho ao primeiro.

No lugar de Schwarza, contrataram o improvável e oscarizado Adrien Brody. Muito magro, ele é do tipo físico oposto ao do ex-Mister Universo, ainda que, na cena final de luta, mostre que malhou muito para não fazer feio. Brody é um mercenário durão que logo saca o que está acontecendo com eles e acaba conseguindo criar alguma coesão no eclético grupo formado por um membro da yakuza, um prisioneiro, um soldado russo, uma atiradora israelense (a brasileira Alice Braga), um traficante de drogas mexicano (Danny Trejo do vindouro Machete, dirigido por Robert Rodriguez), um médico (Topher Grace, o único personagem completamente diferente dos demais) e por aí vai.

Logo uma espécie de competição pela liderança se estabelece entre a personagem de Alice Braga e o de Adrien Brody. Os dois, além de serem ótimos atores, têm excelente química juntos. Os demais, claro, são apenas bucha de canhão e, assim como no primeiro filme, vão morrendo um a um (com grande destaque para o embate de espadas com o membro da Yakuza!). Lawrence Fishburne, bem sumido desde que a trilogia Matrix acabou, faz uma ponta interessante mais lá pelo meio do filme.

Mas o que é bom mesmo é voltar a ver a pancadaria comer solta em um filme que homenageia o original (o encontro de Schwarza com o monstro é contado em detalhes por Braga) e que não quer ser mais do que deve ser. Já li várias críticas que reclamam que o filme não é original, que tem vários furos lógicos mas o fator diversão aqui foi o mais importante para mim. É um filme muito bem feito, apesar do orçamento econômico com que foi feito, marca registrada de Rodriguez e cumpre sua função.

É difícil exigir desse filme o mesmo impacto do primeiro pois, lá, o espectador não sabia exatamente o que os soldados estavam enfrentando e só iam descobrindo na medida em que os personagens também descobriam. Predadores não teve esse luxo e Antal acertadamente partiu logo para escancarar os predadores (e seus, digamos, simpáticos "cachorrinhos"). Outro ponto que o primeiro tinha e esse não tem é a já citada presença do simpático governador da Califórnia. Afinal de contas, como barrar Dutch fazendo maior careta e dizendo, nas fuças do predador, com seu sotaque austríaco, "You're one... ugly motherfucker!"? Simplesmente não dá para ser melhor que isso!

Minha única reclamação é que esses predadores são bem mais frouxos que o predador original... Mas, tudo bem, não se pode ter tudo...

Nota: 7 de 10

2 comentários:

  1. marcello da silva rego8 de setembro de 2013 00:26

    eu discordo que predador 2 foi ruim. mas vc fez uma boa analise de predadores.

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Pensem antes de escrever para escreverem algo com um mínimo de inteligência. Quando vocês escrevem idiotices, eu apenas me divirto e lembro de Mark Twain, que sabiamente disse "Devemos ser gratos aos idiotas. Sem eles, o resto de nós não seria bem sucedido."