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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Crítica de livro: A Game of Thrones - A Song of Ice and Fire, Book 1 (A Guerra dos Tronos - As Crônicas de Gelo e Fogo - v. 1)

Da última vez que caí na armadilha de ler estórias em vários volumes que se passam em universos de fantasia, eu me arrependi. Foi o caso dos sete livros que compõem a saga A Torre Negra, escritos por Stephen King. No entanto, ano passado, com todo o rebuliço em torno da adaptação de A Guerra dos Tronos em série de televisão e o consequente sucesso alcançado, acabei me convencendo de ler o livro, deixando a série televisiva para um segundo momento (estou assistindo a primeira temporada agora e comentarei em breve).

sexta-feira, 23 de março de 2012

Crítica de livro: The Hunger Games (Jogos Vorazes)

Jogos Vorazes é o primeiro livro de uma trilogia escrita pela autora americana Suzanne Collins, que continua com Em Chamas (Catching Fire) e termina com A Esperança (Mockingjay), todos já publicados no Brasil. O esperadíssimo filme baseado no primeiro livro estréia mundialmente hoje e, com toda a expectativa em volta disso, resolvi ler a trilogia, apesar das obras serem para adolescentes e eu já ter passado dessa fase há muito tempo.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Crítica de livro: A Princess of Mars (Uma Princesa de Marte)

Há exatamente um século, no mesmo ano que criou Tarzan, provavelmente seu personagem mais famoso, o prolífico e muito imaginativo escritor americano Edgar Rice Burroughs criou John Carter. Na verdade, Carter e Tarzan não são lá muito diferentes entre si. As duas estórias têm, como premissa básica, a noção de "um estranho em terra estranha", sendo que Tarzan é um humano criado por gorilas em meio à selva africana enquanto que John Carter é um humano transportado para Marte, tendo que lidar com seres estranhos.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Crítica de livro: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (Män som hatar kvinnor)

Os Homens que Não Amavam as Mulheres é o primeiro livro na chamada trilogia Millenium, nome extraído da revista que o personagem principal, Mikael Blomqvist, publica na Suécia. Escrito pelo prematuramente falecido autor sueco e jornalista Stieg Larsson, esse livro inaugurou uma febre pela trilogia, resultado em sua adaptação também para uma trilogia de filmes suecos (todos produzidos a toque de caixa e lançados em 2009) e, agora, uma nova adaptação, dessa vez norte-americana e ainda só desse primeiro livro, pelo diretor David Fincher.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Crítica de livro: La Planète des Singes - 1963 (O Planeta dos Macacos - 1963) - Parte 9

Pierre Boulle, escritor francês falecido em 1994, foi o verdadeiro responsável pela febre símia que assolou os Estados Unidos a partir de 1968, com o lançamento do primeiro de muitos filmes baseado em seu livro La Planète des Singes ou, simplesmente, O Planeta dos Macacos. Sempre notei que, em todas as adaptações cinematográficas e televisivas sobre o mundo dos macacos, o nome de Pierre Boulle aparecia com grande proeminência mas nunca me dei ao trabalho de ler o livro, até porque nunca o encontrei em português. No entanto, com as facilidades da vida moderna, acabei adquirindo o livro digital de uma versão em inglês da obra francesa e posso dizer que me diverti muito.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Crítica de livro: Harry Potter and the Deathly Hallows (Harry Potter e as Relíquias da Morte)

O oitavo e último filme da saga de Harry Potter será lançado mundialmente no próximo dia 15 de julho. Nada mais apropriado, assim, do que fazer a crítica do livro que deu base ao filme.

Para ser completamente transparente, devo esclarecer que nunca fui o maior dos fãs do bruxo favorito de todos, especialmente dos filmes mas, como há 14 anos (caramba, tudo isso?) eu li o primeiro livro e gostei, decidi que iria até o fim. Devo dizer que me diverti com o primeiro e terceiro livros mas não gostei do segundo, do quarto, do quinto e do sexto.

domingo, 14 de junho de 2009

Crítica de livro: The Road


Eu adorei No Country for Old Men (Onde os Fracos Não Têm Vez), dos irmãos Coen. Foi graças a esse filme que vi, pela primeira vez, o nome de Cormac McCarthy.

McCarthy é o autor do livro que serviu de base para o filme dos irmãos Coen e que acabou abocanhando o Oscar de melhor filme. O cara já escreveu uns 10 livros de ficção, dentre eles All the Pretty Horses, que também virou filme, dirigido por Billy Bob Thornton e estrelando Matt Damon e Penelope Cruz. Não vi esse filme, de 2000, mas ele está em minha lista.

De toda forma, com No Country for Old Men, McCarthy entrou em meu radar. Quando li maravilhas de seu livro mais recente, The Road, de 2006, coloquei-o em minha lista. Quando soube que ele estava sendo adaptado para o cinema pelos irmãos Weinstein e estrelando Viggo Mortensen e Charlize Theron, coloquei-o mais alto na lista e acabei comprando-o em minha última viagem.

Devorei o livro em duas viagens breves de avião. É sensacional assim.

A estória é simples: um pai e um filho andam pela estrada de um Estados Unidos devastado, pós-apocalíptico, tentando chegar ao litoral, onde eles acham que a situação vai melhorar. Nada mais que isso. O livro basicamente enfoca nos dois. Demais personagens aparecem aqui e ali mas sem serem o foco da jornada, apenas elementos impulsionadores. Para se ter uma idéia, o pai e filho nunca têm seu nome revelado e o que quer que tenha acontecido com o mundo não é explicado.

Por essas e outras é que a relação entre pai e filho ganha os holofotes. Um pai que faz qualquer coisa pelo filho e um filho que ama o pai incondicionalmente. Um ajuda o outro a sobreviver; um é a razão de ser do outro. O que interessa a nós, leitores, é a jornada e não como ela acaba. Cada parágrafo do livro é para ser saboreado, lido e relido.

McCarthy tem o domínio da língua inglesa como quase nenhum outro autor da atualidade. São parágrafos curtos mas cheio de ritmo e beleza, assim como a estória dos dois andarilhos. Em alguns momentos vê-se alguma repetição no que acontece na estória mas o que é a vida senão a rotina, a repetição? O que é a vida senão um momento após o outro sem exatamente sabermos o que vai acontecer?

Realmente não sei como esse livro será adaptado em filme e fico meio temeroso. Uma adaptação literal é possível já que o livro não é longo, mas o filme poderia ficar meio parado, o que não é muito atraente para as bilheterias. Sabendo que os Weinstein estão desesperadamente precisando de um sucesso, não duvidaria se eles enchessem os intervalos em que nada acontecesse com um monte de tiroteios, canibais e perseguições. Isso acabaria com o livro. A contratação de Charlize Theron para o papel de mãe do menino já é um sinal que adições foram feitas (a mãe é objeto de dois ou três parágrafo no livro). Isso não é necessariamente ruim na mão de um hábil roteirista e diretor. Assim como os dois andarilhos, eu ainda tenho esperanças.

Nota: 10 de 10