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sexta-feira, 22 de junho de 2012
Especial Homem-Aranha: Spider-Man: Turn Off The Dark
Com a estréia do reboot de Homem-Aranha chegando, comecei a preparar um especial sobre o herói lá no Plano Crítico. Assim, aproveitei que consegui assistir o musical da Broadway com o amigo da vizinhança e fiz meus comentários. Divirtam-se.
Plano Crítico - Spider-Man: Turn Off The Dark
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Crítica de teatro: War Horse (Broadway)
Tive a oportunidade de assistir à War Horse na Broadway, peça baseada no livro de criança de mesmo nome por Michael Morpurgo. Meu interesse inicial se deveu ao fato de que War Horse seria em breve adaptado para o cinema por Steven Spielberg (o filme estreou nos EUA em dezembro passado e será lançado no Brasil na próxima sexta-feira, dia 06 - aguardem minha crítica) . Em seguida, descobri que os cavalos do filme eram marionetes manipuladas por atores e não monstruosidades mecânicas modernas ou estilizações exageradas como na peça O Rei Leão, também encenada na Broadway. Esses dois fatores, em conjunto, atiçaram minha curiosidade.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Crítica de show: Rock in Rio 2011 - Dia final (02 de outubro)
Como eu comprei dois ingressos do Rock in Rio antes de saber o line-up, acabei escolhendo meu segundo dia pela presença do Guns N' Roses. Com Metallica no dia do Metal, o primeiro dia já havia sido decidido facilmente. Sobre o Guns, já assisti a três shows deles, inclusive com a imbatível formação original. Desde que eles brigaram e o Guns passou a ser composta apenas pelo excêntrico Axl Rose, com outros componentes aleatórios, perdi o interesse neles. Mas não posso negar que Appetite for Destruction e G N' R Lies são dois clássico do rock.
Mas vamos aos meus comentários sobre o último dia do Rock in Rio IV:
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Crítica de show: Rock in Rio 2011 - Dia do Metal (25 de setembro)
Posso dizer, com orgulho, que sou veterano de Rock in Rio. Fui a todas as encarnações do evento no Rio e, claro, não poderia deixar de ir na mais recente, que ainda está acontecendo. Com Metallica na lista de bandas confirmadas, tratei de comprar meu ingresso e, apenas para registrar, farei algums comentários aqui sobre o que vi no dia. Uma coisa, porém, ficou clara: apesar de eu já ter ido a quase duas centenas de shows de música (de vários gêneros, mas muitas e muitas de metal), continuo um completo ignorante nessa área e vocês verão o porquê mais abaixo.
sábado, 9 de abril de 2011
Crítica de show: Iron Maiden no Rio de Janeiro (HSBC Arena em 28 de março)
Antes de falar do show em si, não posso me furtar de comentar a odisséia que foi ver o Iron Maiden no Rio de Janeiro. Quem quiser ler sobre o show apenas, desça um pouco mais e pule minhas reclamações.
Como carioca, posso dizer: não dá para mais para ver shows na minha cidade. É bem mais civilizado assistir em São Paulo ou outra cidade do Brasil pois o Rio, definitivamente, não tem essa estrutura. Receio muito a vindoura Copa do Mundo e, mais ainda, as Olimpíadas.
Afinal, se não conseguimos lidar de maneira decente com um show de 12 mil pessoas, o que dizer da organização de um evento que pode atrair, simultaneamente, milhões para a cidade?
domingo, 25 de outubro de 2009
Crítica de show: Lord of the Rings: Fellowship of the Rings in Concert no Radio City Music Hall
Apesar de toda a tecnologia hoje disponível, algumas experiências audiovisuais ainda não são passíveis de serem reproduzidas com qualidade em casa. Experimentar uma música ou um filme são experiências que já se tornaram, de uma forma ou de outra, "lugar comum" em casa. Home theaters cada vez mais incrementados permitem a reprodução quase que idêntica da experiência de escutar música ao vivo ou de ver um filme no cinema. Eu mesmo, defensor árduo da experiência de ir ao cinema, já abro mão de várias oportunidades para assim fazer, na expectativa de, em alguns poucos meses, assistir ao filme em Blu-Ray.
Quando estive em Nova York há duas semanas, porém, tive a oportunidade de assisitir a uma dessas experiências que não são passíveis de ser reproduzidas ou mesmo minimamente emuladas no conforto do lar. Foi o concerto da trilha sonora do filme Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring com o próprio filme ao fundo, no famoso Radio City Music Hall.
Não se tratou de uma orquestra tocando a trilha sonora da forma contida no CD, com apenas algumas cenas do filme ao fundo. Isso poderia ser, em tese, reproduzido em casa. O que vi foi a fantástica orquestra intitulada 21st Century Symphony Orchestra mais os corais The Collegiate Chorale e Brooklyn Youth Chorus e mais a solista Kaitlyn Lusk regidos pelo maestro suíço Ludwig Wicki, tocando, no tempo do filme, a trilha sonora composta por Howard Shore. Ao todo, era mais de 300 pessoas no enorme palco do Radio City Music Hall, por toda a duração do filme (versão cinematográfica, não a versão mais longa do diretor), com um enorme telão em que o filme era projetado. Tudo isso, claro, no famoso Radio City Music Hall em NY.
Como o importante era a trilha sonora sendo executada ao vivo, as vozes e demais efeitos do filme foram levemente diminuídos de forma que fosse possível ser engolido pela orquestra, especialmente, nos grandes momentos da obra de Peter Jackson. Mas, espertamente, de forma que ninguém perdesse nada, o filme foi projetado com legendas em inglês.
Talvez pela solenidade da ocasião, não encontrei muita gente fantasiada. Além de alguns casacos ou camisetas com o logotipo do filme ou da peça de teatro (que não é baseada no filme, mas sim nos livros), vi apenas um Gandalf e um Bilbo Baggins. Tem sempre alguém disposto a "pagar mico" numa hora dessas.
Antes de iniciado o show, Howard Shore em pessoa dedicou uma hora aos fãs, conversando com o músico e escritor Doug Adams (foto acima), que lançará no começo no ano que vem o livro The Music of the Lord of the Rings Films. A conversa não teve nada especial mas foi um presente bacana aos fãs que, àquela hora, estavam no processo de chegar ao Radio City e se acomodar.
Finda a conversa, às 19:30 em ponto o concerto começou, para o delírio do pessoal. Ludwig Wicki regia a orquestra com perfeição, usando uma tela menor, em sua frente, com o filme e com "deixas" digitais para ele saber quando parar ou mudar alguma coisa. Não houve falhas. Tudo correu na maior perfeição e, apesar de não ser grande conhecedor de música, imagino que fazer o que ele e a orquestra fizeram não deve ser fácil pois a música como está em um filme nunca é completa e começa e acaba de forma repentina. Brilhante.
Vale apenas lembrar que apenas a música da trilha sonora foi tocada, com uma exceção: o lamento por Gandalf que a solista cantou ao vivo. De resto, as músicas ouvidas pelos personagens no filme, como os tambores nas Minas de Moria, vinham apenas do filme projetado.
Ao final (final mesmo pois até as músicas dos créditos foram executadas), a orquestra, o maestro e Howard Shore foram aplaudidos de pé por longos minutos. Em seguida, Shore ainda ficou mais um tempo autografando os programas e CDs dos fãs.
Nos dias 08 e 09 de outubro de 2010, no mesmo local, haverá a segunda parte desse show, com a música de The Two Towers. Não sei por que, mas acho que estarei em NY nesses dias...
Nota: 10 de 10
Quando estive em Nova York há duas semanas, porém, tive a oportunidade de assisitir a uma dessas experiências que não são passíveis de ser reproduzidas ou mesmo minimamente emuladas no conforto do lar. Foi o concerto da trilha sonora do filme Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring com o próprio filme ao fundo, no famoso Radio City Music Hall.
Não se tratou de uma orquestra tocando a trilha sonora da forma contida no CD, com apenas algumas cenas do filme ao fundo. Isso poderia ser, em tese, reproduzido em casa. O que vi foi a fantástica orquestra intitulada 21st Century Symphony Orchestra mais os corais The Collegiate Chorale e Brooklyn Youth Chorus e mais a solista Kaitlyn Lusk regidos pelo maestro suíço Ludwig Wicki, tocando, no tempo do filme, a trilha sonora composta por Howard Shore. Ao todo, era mais de 300 pessoas no enorme palco do Radio City Music Hall, por toda a duração do filme (versão cinematográfica, não a versão mais longa do diretor), com um enorme telão em que o filme era projetado. Tudo isso, claro, no famoso Radio City Music Hall em NY.
Como o importante era a trilha sonora sendo executada ao vivo, as vozes e demais efeitos do filme foram levemente diminuídos de forma que fosse possível ser engolido pela orquestra, especialmente, nos grandes momentos da obra de Peter Jackson. Mas, espertamente, de forma que ninguém perdesse nada, o filme foi projetado com legendas em inglês.
Talvez pela solenidade da ocasião, não encontrei muita gente fantasiada. Além de alguns casacos ou camisetas com o logotipo do filme ou da peça de teatro (que não é baseada no filme, mas sim nos livros), vi apenas um Gandalf e um Bilbo Baggins. Tem sempre alguém disposto a "pagar mico" numa hora dessas.
Antes de iniciado o show, Howard Shore em pessoa dedicou uma hora aos fãs, conversando com o músico e escritor Doug Adams (foto acima), que lançará no começo no ano que vem o livro The Music of the Lord of the Rings Films. A conversa não teve nada especial mas foi um presente bacana aos fãs que, àquela hora, estavam no processo de chegar ao Radio City e se acomodar.
Finda a conversa, às 19:30 em ponto o concerto começou, para o delírio do pessoal. Ludwig Wicki regia a orquestra com perfeição, usando uma tela menor, em sua frente, com o filme e com "deixas" digitais para ele saber quando parar ou mudar alguma coisa. Não houve falhas. Tudo correu na maior perfeição e, apesar de não ser grande conhecedor de música, imagino que fazer o que ele e a orquestra fizeram não deve ser fácil pois a música como está em um filme nunca é completa e começa e acaba de forma repentina. Brilhante.
Vale apenas lembrar que apenas a música da trilha sonora foi tocada, com uma exceção: o lamento por Gandalf que a solista cantou ao vivo. De resto, as músicas ouvidas pelos personagens no filme, como os tambores nas Minas de Moria, vinham apenas do filme projetado.
Ao final (final mesmo pois até as músicas dos créditos foram executadas), a orquestra, o maestro e Howard Shore foram aplaudidos de pé por longos minutos. Em seguida, Shore ainda ficou mais um tempo autografando os programas e CDs dos fãs.
Nos dias 08 e 09 de outubro de 2010, no mesmo local, haverá a segunda parte desse show, com a música de The Two Towers. Não sei por que, mas acho que estarei em NY nesses dias...
Nota: 10 de 10
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Crítica de show: U2 - 360º Tour no Stade France em Paris
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Já tinha acertado toda minha viagem para o leste europeu quando o U2 anunciou sua turnê 360º. Só de curiosidade vi as datas dos shows e tinha um em Paris exatamente no dia que estaria voltando para o Brasil, exatamente via Paris. Não sou um grande amante do grupo irlândes mas era coincidência demais para eu simplesmente ignorar. Alterei minha volta para pernoitar na Cidade Luz e tratei de comprar um ingresso para o show, no dia 11 de julho desse ano. Faço logo de cara uma ressalva: as fotos e o vídeo foram tirados com celular e estão bem fraquinhos mas dá para o gasto.
A organização
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Primeiro vale falar da organização. Lembram do fiasco organizacional do show do U2 no Rio de Janeiro lá pelos idos de 1998? Lembram da complicação que é pegar um transporte de volta de shows no Marcanã (o da Madonna foi um inferno nesse quesito). Lembram da desgraça que foi sair do show do Iron Maiden lá no autódromo de Interlagos?
Pois é, nada parecido com minha experiência no Stade France, em Paris. Cheguei no hotel, vindo do aeroporto, faltando 1h30 para o show. Fiz o check-in, troquei de roupa e arrumei troco para comprar os tíquetes do metrô. Peguei o metrô para literalmente atravessar a cidade. Eram umas 20 estações de onde estava e isso depois de uma baldeação.
Cheguei na estação final correta faltando 40 minutos para o show. Andei calmamente até o estádio, comprei um cachorro-quente e um chá gelado no quiosque imediatamente atrás do portão que entraria. Comi calmamente minha "refeição" do lado de fora e entrei pelas catracas. Nada de fila. Virei para o lado e vi a loja oficial do U2 vendendo camisetas e entrei na fila (a única que vi). Estava complicado comprar e faltavam 15 minutos para o show começar. Insisti um pouco, dizendo para a moça que pagaria em dinheiro e consegui dar uma "furada" na fila pois todo mundo queria passar cartão.
Botei os pés na minha cadeira (todas numeradas no assento, com fila e número da cadeira) faltando 5 minutos de show e, na hora EXATA, ele começou. O estádio estava entupido mas não peguei nem uma nesguinha de fila momento algum, com exceção da hora da compra da camiseta.
Achei que a volta seria um inferno. Duas horas depois, porém, estava andando calmamente - junto com a multidão, também calma - em direção ao metrô. Entrei em 10 minutos no trem e fiquei apertado por umas 10 estações. Depois, tudo normal, como se nada tivesse acontecido. Impressionante.
Nós, definitivamente, temos que evoluir muito para chegarmos nesse patamar.
O U2
Sou parcial. Já vi dois shows do U2 antes, acho que tenho todos os CDs mas, de uns anos para cá, cansei dos caras. Muita repetição, apesar de, a cada disco, o Bono dizer que vai "revolucionar" a música. Sinto muito pois, o disco atual - No Line in the Horizon - é mais do mesmo. Não que o U2 seja ruim, só não é tudo isso que falam.
De toda forma, fizeram um show correto, com uma boa mistura de músicas do disco novo e de clássicos. A formação sólida e inabalável do grupo ao longo de seus 34 anos de existência fica clara no show. Eles são muito bem sincronizados, quase como se um conseguisse ler o pensamento do outro. Bono ainda canta muito bem, The Edge tem controle absoluto de sua guitarra, apesar de não ser nenhum virtuose. Por fim, Adam Clayton e Larry Mullen também não decepcionam.
Quando tocam os clássicos como The Unforgettable Fire, Sunday Bloody Sunday e Where the Streets Have No Name, o grupo é imbatível. As músicas do disco novo, que abrem o show e, depois, são polvilhadas aqui e ali, são razoáveis e não detraíram da experiência.
Bono, no topo de seu trono Pop, foi humilde o suficiente para homenagear o verdadeiro Rei do Pop, cantando um medley de trechos de Don't Stop 'Til You Get Enough e Billie Jean. Nenhuma palavra foi dita mas a mensagem foi passada. O público adorou.
Mas aí começaram as chatices típicas do U2, que só foram mesmo equilibradas pelo quinto componente do grupo - o Palco - que comentarei mais abaixo.
Essas chatices basicamente são os momentos politicamente corretos, começando pela tentativa de mostrar que a música é universal e blá, blá, blá, com um vídeo gravado na Estação Espacial Internacional. Se fosse algo ao vivo, eu teria achado medianamente bacana. Mas Bono avisou que era um vídeo gravado "mais cedo", quando os astronautas estavam acordados. Foi uma espécie de "perguntas e respostas". Todos os astronautas falaram que gostavam muito do U2 (dã...) e um dos integrantes do grupo fez a pergunta mais cretina de todas: "A música soa diferente aí no espaço?". Deu vontade de ir embora de tão constrangedor que foi...
Depois desse momento gélido, algumas músicas se seguiram e o Bono passou, então, a fazer sua pregação social do ano: libertem uma fulana lá de Burma que está há 19 anos presa em casa pois ganhou a eleição presidencial (ou algo do gênero) e o governo de lá se recusa a deixá-la tomar posse. Ok, causa nobre sem dúvida. Mas precisa ser chato com isso, com imagens no telão, música para a mulher e uma galera entrando com máscaras do rosto da prisioneira? Sei que o Bono quer passar essa imagem de bom moço mas, às custas de meus Euros, preferiria que ele tocasse mais músicas e passasse sua mensagem rapidamente, sem perder 20 minutos...
Em outra hora, Bono, todo feliz, projeta no telão uma mensagem de otimismo do Reverendo Desmond Tutu. Mais momentos chatos...
Sei que, para fãs do grupo, provavelmente eu estou sendo injusto e eu entendo a reclamação. Acho que diria o mesmo se falassem mal do show do Iron Maiden. Mas é que, como disse, já me enchi um pouco do U2 mas reconheço que é um super-grupo que sabe fazer um excelente show.
Segue o set list do show que assisti, para quem se interessar:
07/11/2009 Stade de France - Paris, France
Breathe, No Line On The Horizon, Get On Your Boots, Magnificent, Beautiful Day / Blackbird (snippet), I Still Haven't Found What I'm Looking For / Movin' On Up (snippet), Desire / Billie Jean (snippet) / Don't Stop 'Til You Get Enough (snippet), In A Little While, Unknown Caller, The Unforgettable Fire, City Of Blinding Lights, Vertigo, Let's Dance(snippet) / , I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight, Sunday Bloody Sunday, Pride (In The Name Of Love), MLK, Walk On / You'll Never Walk Alone (snippet), Where The Streets Have No Name / All You Need Is Love (snippet), One
encores: Ultra Violet (Light My Way), With Or Without You / Rain (snippet), Moment of Surrender
Breathe, No Line On The Horizon, Get On Your Boots, Magnificent, Beautiful Day / Blackbird (snippet), I Still Haven't Found What I'm Looking For / Movin' On Up (snippet), Desire / Billie Jean (snippet) / Don't Stop 'Til You Get Enough (snippet), In A Little While, Unknown Caller, The Unforgettable Fire, City Of Blinding Lights, Vertigo, Let's Dance(snippet) / , I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight, Sunday Bloody Sunday, Pride (In The Name Of Love), MLK, Walk On / You'll Never Walk Alone (snippet), Where The Streets Have No Name / All You Need Is Love (snippet), One
encores: Ultra Violet (Light My Way), With Or Without You / Rain (snippet), Moment of Surrender
O palco
Agora é que vem o diferencial. Não é à toa que essa turnê se chama U2 360º Tour.
E por que 360º? Ora, a foto lá do começo explica tudo. O palco é uma estrutura redonda, sem frente, de forma que todo o estádio tenha a mesma visão do show. Além disso, as enormes "patas" do palco seguram uma estrutura de caixas de som, luzes e um telão sensacional.
Vejam uma foto mais de perto.
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Reparem que as caixas de som são aquelas faixas prateadas que saem das extremidades esquerda e direita da parte de cima do palco. O telão é aquela parte preta "flutuando" bem acima do palco. Para se ter uma idéia melhor, vejam o telão ligado:

Ele projeta imagens em 360º, mas que se repetem para todos os espectadores poderem ver a mesma imagem completa e não o pedaço de uma só imagem. Vale apenas lembrar que, diferentemente do que um amigo fã do U2 me disse, não foi o U2 que teve essa idéia genial. Palcos assim são usados em shows de música há muito tempo. Eu mesmo vi dois show com palcos redondos: o do Prince no Staples Center em Los Angeles e o do Metallica em Long Beach. Claro que não eram palcos com a psicodelia desse do U2 mas o conceito era o mesmo, ou seja, permitir que todo mundo ao redor assistisse ao show sem barreiras.
Mas isso certamente não tira o mérito do U2. Quem quer que tenha projetado esse palco é um gênio. É o mais bonito que já vi, mais bacana até do que o já sensacional palco da Madonna, em sua última turnê. Reparem que, ao redor do palco principal, há, ainda, um anel em que os componentes do grupo podem andar, ficando bem próximos dos espectadores. Para chegar ao anel, eles fazem uso de duas pontes móveis, que andam ao redor do palco.
Reparem que o telão é o que mais me surpreendeu. Eu já tinha ficado muito bem impressionado com a qualidade do telão mas não sabia que ele se expandia em gomos, quase tocando o chão, e sem perder a capacidade de projetar imagens de videoclips ou mesmo imagens do show em si. É até difícil de explicar e, por isso, vale ver a foto abaixo, que ilustra o que estou tentando descrever.

Outro lance bem bolado foi que, no telão, tudo que o Bono dizia (não "cantava") em inglês aparecia vertido ao francês em legendas. Isso eu nunca tinha visto antes!
Foi por isso que disse que o Palco (com P maiúsculo mesmo) era o quinto componente do grupo. Ele realmente funciona como uma atração à parte e merece todos os elogios. Musicalmente, porém, fiquei pensando que um grupo que precisa disso tudo para fazer um show de pop/rock não deve confiar muito nas músicas que tem... Mas é só um pensamento. Sei que serei xingado, mas não resisti...
Fiquem com um breve vídeo da engenhoca funcionando:
Nota: 7 de 10
domingo, 26 de julho de 2009
Crítica de teatro: Avenida Q

Humm, como posso começar?
Talvez pelo veredito, nu e cru: Avenida Q é uma porcaria, um lixo criativo que tenta ser uma coisa que acaba não sendo e se baseia apenas na idéia de colocar bonecos comandados por pessoas - que também atuam - para ser "diferente".
Sei que estou na contramão do que vem sendo dito por aí mas não posso fazer nada. Todos os críticos, nos Estados Unidos e no Brasil, adoraram essa peça e eu realmente esperava algo pelo menos razoável. No começo, achei que era problema da tradução do inglês para o português mas depois de uns 3o minutos reparei que não era nada disso. Depois, passei a achar que eram os bonecos o problema da peça mas logo vi que estava errado.
O problema é um só. Avenida Q começa politicamente incorreta, tratando de questões polêmicas como homossexualismo, pornografia na internet, prostituição e coisas do gênero mas acaba sendo, no final das contas, uma estória extremamente politicamente CORRETA e certinha, sobre o amor ultrapassando barreiras e por aí vai. Fala-se palavrões, trata-se de pornografia sem economia de palavras mas, no ato final, tudo magicamente volta ao ambiente asséptico que nos acostumamos a ver em quase qualquer coisa criada nos Estados Unidos.
Uma comparação justa é com Spamalot, a peça da Broadway baseada na obra Monty Python and the Holy Grail. Avenida Q é o humor americano, que tenta ser sacana, cínico e acaba caindo na vala comum. Spamalot é o humor britânico que é sacana e cínico e nunca cai na vala comum. O destaque de Avenida Q é um artifício: o uso de bonecos comandados por seres humanos também atuam como seus bonecos. Bacana? Com certeza? Mas nas mãos da galera do Monty Python esse artifício funcionaria como mágica, da mesma maneira que a cena com o coelhinho fofinho branquinho e MONSTRUOSO funciona ao final de Spamalot.
Avenida Q é sem imaginação (só uma idéia é realmente boa: o uso dos "Ursinhos Carinhosos" para serem os diabinhos que desviam o caminho virtuoso do personagem principal) e chato. Só funciona por uns 15 minutos, quando ainda estamos inebriados pelo eficiente uso dos bonecos que claramente homenageiam os Muppets.
Depois que a poeira abaixa e nos acostumamos com os bonecos, tudo que resta é a vontade de ir embora...
Nota: 3 de 10
sábado, 20 de junho de 2009
Crítica de teatro: Os Difamantes

Maria Clara Gueiros e Emílio Orciollo Netto atuam nessa razoavelmente divertida peça que faz uma feroz crítica à fama efêmera de personalidades. Os dois fazem um casal que quer ficar famoso e, para isso, desenvolvem um talk show na cama.
A premissa é apenas uma desculpa para um desfile de piadas sobre celebridades e aqueles que sonham em ser celebridades. Também são alvejadas as mesmices e falta de qualidade da programação televisiva atual.
O cenário é um só: o quarto do casal. O figurino ou são pijamas e camisolas ou roupas simples, usadas por apenas algums minutos, pelo casal.
Não há muito o que se falar dessa peça pois ela é bem simples e objetiva. A atuação dos dois é suficientemente boa para arrancar algumas risadas aqui e ali, com algumas piadas realmente boas, mas a maioria bem normalzinha.
Não tinha a menor intenção em assistir essa peça mas, por várias circunstâncias, acabei indo. Pelo menos não senti que perdi uma hora e meia da minha vida.
Nota: 5,5 de 10
domingo, 22 de março de 2009
Crítica de show: Iron Maiden em Interlagos

O Iron Maiden é, sem dúvida, um dos maiores grupos de rock na ativa de todos os tempos. Desde a volta da formação original, com o disco Brave New World em 2000, o grupo não pára de criar e de surpreender. E, de fato, a turnê Somewhere Back In Time surpreende e não por ser uma turnê de disco novo mas sim exatamente o contrário.
Sabedores que seus fãs adoram as músicas novas mas idolatram as clássicas, Bruce Dickinson e sua galera conceberam um show retrô, homenageando os hits do passado. Assim, utilizando o clássico álbum ao vivo "Live After Death" como base, criaram um repertório de músicas oitentistas que há muito eles não tocavam. Para se ter uma idéia, a música mais nova do set list é "Fear of the Dark", do álbum homônimo, lançado em 1992. O set list completo foi:
1. Aces High
2. Wrathchild
3. 2 Minutes to Midnight
4. Children of the Damned
5. Phantom of the Opera
6. The Trooper
7. Wasted Years
8. Rime of the Ancient Mariner
9. Powerslave
10. Run to the Hills
11. Fear of the Dark
12. Hallowed be thy Name
13. Iron Maiden
BIS
14. The Number of the Beast
15. The Evil that Men Do
16. Sanctuary
Com essas músicas, por certo, não havia como o show ser nem próximo de ruim. Dito e feito, o show foi excelente, irretocável. A vitalidade dos quase anciães membros do grupo é sempre algo inacreditável. Bruce corre, pula, clama pela participação da galera e consegue cantar (sem playbacks!) as notas mais altas. O fôlego do cara é monstruoso.
Ano passado, o Iron Maiden veio com esse mesmo show para São Paulo e, àquela época, em vista da resposta do público, Bruce prometeu que retornaria. Quase exatamente um ano depois, o Iron retornou para vários novos shows no Brasil (não só um como no ano passado) e, o melhor de tudo, Bruce alterou um pouco o set list, retirando Revelations, Can I Play With Madness, Moonchild e Clairvoyant e incluindo Phantom of the Opera, Hallowed be thy Name, The Evil that Men Do e Sanctuary. Em minha modesta opinião, Bruce conseguiu melhorar o que já era perfeito. Quanto ao palco, o Iron Maiden também cumpriu sua outra promessa: diferente do ano passado, quando trouxe um show sem pirotecnica, esse tinha fogos de artifício, explosões, labaredas e, claro, dois Eddies, um de Powerslave gigantesco e outro, sensacional, de Somewhere in Time!
E, para o delírio da galera, um novo disco de estúdio foi anunciado para 2010 e mais uma turnê para 2011. Que venha o Iron Maiden quantas vezes forem possíveis!
Uma nota final: já fui a três shows de rock/pop em SP e sempre tive experiências muito boas. Dessa vez, porém, apesar de ter gastado uma grana com o ingresso para a Pista Premium, deparei-me com um mar de lama, uma pista desnivelada e escadas para se ter acesso a ela. Interlagos, definitivamente, não funciona para shows e a organização deveria ter pensado nisso antes e dado um jeito. A saída, então, foi um pesadelo. Coisa de organização tipicamente brasileira mesmo...
Mas a falta de estrutura da organização não diminui a qualidade do show e vou desconsiderá-la aqui, para fins de nota.
Nota: 10 de 10
sábado, 2 de agosto de 2008
Crítica de show: Joe Satriani no Rio de Janeiro
Perdi a conta de quantas vezes assisti shows do Joe Satriani, sozinho ou formando o G3. Deve ser maluquice minha mas o cara é muito cool.
Na quinta-feira, dia 31 de julho, fui novamente vê-lo no Citibank Hall, ex-Claro Hall, ex-Metropolitan. O show estava marcado para às 21:30h e começou atrasado... 2 minutos apenas! Pontualidade britânica.
Por 2 horas e 15 minutos, o mestre nos brindou com seus sucessos e muitas de suas músicas do mais recente disco, que tem um nome excelente: Professor Satchafunkilus and the Musterion of Rock. Ele tocou até mesmo músicas de quando eu tinha 20 aninhos (ou seja, de 15 ou 16 anos atrás): a louca mas elétrica The Time Machine e a melosa mas bonita Cryin'.
O Citibank Hall - que não estava lotado mas também não estava vazio - veio abaixo com os grandes sucessos de Joe, com o show de baixo de Stuart "STUUUUU" Hamm e a poderosa bateria de Jeff Campitelli.
Que venham o Joe e sua turma novamente!
Nota: 8 de 10
Na quinta-feira, dia 31 de julho, fui novamente vê-lo no Citibank Hall, ex-Claro Hall, ex-Metropolitan. O show estava marcado para às 21:30h e começou atrasado... 2 minutos apenas! Pontualidade britânica.
Por 2 horas e 15 minutos, o mestre nos brindou com seus sucessos e muitas de suas músicas do mais recente disco, que tem um nome excelente: Professor Satchafunkilus and the Musterion of Rock. Ele tocou até mesmo músicas de quando eu tinha 20 aninhos (ou seja, de 15 ou 16 anos atrás): a louca mas elétrica The Time Machine e a melosa mas bonita Cryin'.
O Citibank Hall - que não estava lotado mas também não estava vazio - veio abaixo com os grandes sucessos de Joe, com o show de baixo de Stuart "STUUUUU" Hamm e a poderosa bateria de Jeff Campitelli.
Que venham o Joe e sua turma novamente!
Nota: 8 de 10
domingo, 30 de março de 2008
Crítica de show: Ennio Morricone em São Paulo
Estava calmamente assistindo televisão sábado passado quando o jornal nacional (eu acho) começou a mostrar um reportagem sobre o Ennio Morricone, que estava no Brasil visitando algumas crianças carentes. O nome dele me chamou a atenção e comecei a prestar atenção para saber o que ele estava fazendo no Brasil. Ano passado ele veio tocar no Municipal mas eu estava viajando no dia e não pude ver esse gênio da música de cinema, com mais de 400 (!!!) trilhas sonoras compostas. O final da reportagem foi singelo: "O maestro tocará semana que vem no Brasil".
Corri para o computador para procurar mais detalhes. E, voilà, ele tocaria não "na semana que vem [semana passada]" mas na segunda feira, em menos de 48 horas. Achei os ingressos online mas não consegui comprar via o site www.ingressorapido.com.br. Muito devagar, com muita coisa para preencher e meu cartão era recusado toda hora...
Liguei para lá no dia seguinte e, depois de ficar pendurado uns 15 minutos ao telefone, consegui comprar dois ingressos para o show em SP (o único no Brasil) às 21:00h da segunda-feira, dia 24.
Daí, corri para conseguir duas passagens de milhas para SP e um hotel.
Depois do trabalho na segunda corri para lá (minha esposa foi um pouco antes) e o avião chegou razoavelmente na hora.
Ficamos meia hora no hotel e partimos para o Teatro Alfa que, aliás, é muito bacana.
Com 30 minutos de atraso, graças ao pessoal mal-educado que espera até literalmente o último minuto para entrar e sentar (só vão aprender se os organizadores do show trancarem as portas com eles fora), o show começou. Primeiro tivemos o prazer de ouvir aquele grupo de crianças carentes que o maestro havia visitado. Muito simpático dele convidá-los.
Ennio Morricone, com 79 anos (completa 80 em novembro desse ano), entrou depois do Coral Paradiso de 80 pessoas e da Orquestra Roma Sinfonietta de cento e poucos membros. Foi muito aplaudido. Sem uma palavra, começou o show, diretamente com o tema principal do fime The Untouchables. Forte, pontente, a música invadiu o teatro, juntamente com o insuportável barulho de meia dúzia de repórteres mal-educados que insistiam em clicar a performance toda. Pelo preço que paguei e pela falta de respeito, deu vontade de chutar os caras para fora. Mas, por sorte, os organizadores estavam por perto e depois de 1 minuto eles foram escorraçados.
Assim, pudemos ouvi o Tema de Deborah (de Once Upon a Time in America), seguido de Poverty e o tema principal desse mesmo filme. Perfeito! Nada a reclamar. O maestro acabou a primeira metade da Parte 1 com o tema de The Legend of 1900 (não um dos trabalhos mais conhecidos do mestre mas, mesmo assim, brilhante).
A segunda metade da Parte 1 começou com o tema de Cinema Paradiso e acabou com o tema de Malèna. Em outras palavras, Ennio Morricone tocou seguidamente 3 músicas de 3 filmes de Giuseppe Tornatore.
A segunda metade da Parte 1 foi dedicada aos westerns de Sergio Leone. Primeiro foi o tema de abertura de The Good, The Bad and The Ugly (talvez a mais famosa obra do compositor), depois o tema de Once Upon a Time in the West, depois o tema de Duck, you Sucker (esse filme tem títulos horríveis em todas as línguas que já vi - também é conhecido em inglês como A Fistful of Dynamite, em português é Quando Explode a Vingança e, em italiano, é Giù, la Testa).
Para encerrar a Parte 1, Ennio Morricone chamou a soprano Susanna Rigacci e regeu The Ecstasy of Gold, música brilhante do inesquecível "trielo" do final de The Good, The Bad and The Ugly. Sensacional!
Ennio Morricone foi aplaudido efusivamente e agradeceu muito mas não disse uma palavra, nem mesmo obrigado.
A segunda parte começa com o tema de Mosè, uma série de televisão da década de 70 que também foi editada e virou filme. Nunca o vi mas a música, suave, é muito boa. O tema de Marco Polo (um filme feito para TV) seguiu Mosè.
O tema de Pecados de Guerra e a música "cantada" Abolisson (de Queimada ou Burn!) foram tocadas. Achei o coro repetindo "abolisson" o tempo todo meio irritante mas essa é uma reclamação injusta talvez. Outra música cantada - em inglês - se seguiu: Here's to You (de Sacco e Vanzetti). Não sei também não. Não caiu bem para mim.
No entanto, qualquer reclamação que eu tivesse naquele momento foi para o espaço pois o maestro regeu em seguida 3 músicas de The Mission: Gabriel's Oboe, Falls e Come in Cielo Cosi' in Terra.
O show havia acabado: foi aplaudido de pé por vários minutos; saiu e voltou do palco algumas vezes e nós da platéia não nos cansamos de aplaudir.
Para nossa surpresa, ele volta e rege o tema de Once Upon a Time In America novamente. É aplaudido de pé novamente.
Volta mais uma vez, dessa vez com a soprano a tiracolo, para tocar The Ecstasy Of Gold novamente. O teatro vem abaixo de aplausos.
Volta novamente e toca o tema de The Mission. Ele me pareceu bem emocionado pois o pessoal (nós) não paramos de aplaudir em pé. O show havia acabado mas foi difícil fazer o pessoal parar de aplaudir e sair.
Ao fim, foram um pouco mais de 2 horas de música sensacional, criada e regida por um garoto de 79 anos cuja voz nem sequer ouvimos durante o show.
O show ficará gravado em minha mente para sempre. Sem igual. Valeu cada centavo!
Parabéns ao maestro.
Nota: 10 de 10 (talvez seja até uma nota baixa para o que foi realmente)
Corri para o computador para procurar mais detalhes. E, voilà, ele tocaria não "na semana que vem [semana passada]" mas na segunda feira, em menos de 48 horas. Achei os ingressos online mas não consegui comprar via o site www.ingressorapido.com.br. Muito devagar, com muita coisa para preencher e meu cartão era recusado toda hora...
Liguei para lá no dia seguinte e, depois de ficar pendurado uns 15 minutos ao telefone, consegui comprar dois ingressos para o show em SP (o único no Brasil) às 21:00h da segunda-feira, dia 24.
Daí, corri para conseguir duas passagens de milhas para SP e um hotel.
Depois do trabalho na segunda corri para lá (minha esposa foi um pouco antes) e o avião chegou razoavelmente na hora.
Ficamos meia hora no hotel e partimos para o Teatro Alfa que, aliás, é muito bacana.
Com 30 minutos de atraso, graças ao pessoal mal-educado que espera até literalmente o último minuto para entrar e sentar (só vão aprender se os organizadores do show trancarem as portas com eles fora), o show começou. Primeiro tivemos o prazer de ouvir aquele grupo de crianças carentes que o maestro havia visitado. Muito simpático dele convidá-los.
Ennio Morricone, com 79 anos (completa 80 em novembro desse ano), entrou depois do Coral Paradiso de 80 pessoas e da Orquestra Roma Sinfonietta de cento e poucos membros. Foi muito aplaudido. Sem uma palavra, começou o show, diretamente com o tema principal do fime The Untouchables. Forte, pontente, a música invadiu o teatro, juntamente com o insuportável barulho de meia dúzia de repórteres mal-educados que insistiam em clicar a performance toda. Pelo preço que paguei e pela falta de respeito, deu vontade de chutar os caras para fora. Mas, por sorte, os organizadores estavam por perto e depois de 1 minuto eles foram escorraçados.
Assim, pudemos ouvi o Tema de Deborah (de Once Upon a Time in America), seguido de Poverty e o tema principal desse mesmo filme. Perfeito! Nada a reclamar. O maestro acabou a primeira metade da Parte 1 com o tema de The Legend of 1900 (não um dos trabalhos mais conhecidos do mestre mas, mesmo assim, brilhante).
A segunda metade da Parte 1 começou com o tema de Cinema Paradiso e acabou com o tema de Malèna. Em outras palavras, Ennio Morricone tocou seguidamente 3 músicas de 3 filmes de Giuseppe Tornatore.
A segunda metade da Parte 1 foi dedicada aos westerns de Sergio Leone. Primeiro foi o tema de abertura de The Good, The Bad and The Ugly (talvez a mais famosa obra do compositor), depois o tema de Once Upon a Time in the West, depois o tema de Duck, you Sucker (esse filme tem títulos horríveis em todas as línguas que já vi - também é conhecido em inglês como A Fistful of Dynamite, em português é Quando Explode a Vingança e, em italiano, é Giù, la Testa).
Para encerrar a Parte 1, Ennio Morricone chamou a soprano Susanna Rigacci e regeu The Ecstasy of Gold, música brilhante do inesquecível "trielo" do final de The Good, The Bad and The Ugly. Sensacional!
Ennio Morricone foi aplaudido efusivamente e agradeceu muito mas não disse uma palavra, nem mesmo obrigado.
A segunda parte começa com o tema de Mosè, uma série de televisão da década de 70 que também foi editada e virou filme. Nunca o vi mas a música, suave, é muito boa. O tema de Marco Polo (um filme feito para TV) seguiu Mosè.
O tema de Pecados de Guerra e a música "cantada" Abolisson (de Queimada ou Burn!) foram tocadas. Achei o coro repetindo "abolisson" o tempo todo meio irritante mas essa é uma reclamação injusta talvez. Outra música cantada - em inglês - se seguiu: Here's to You (de Sacco e Vanzetti). Não sei também não. Não caiu bem para mim.
No entanto, qualquer reclamação que eu tivesse naquele momento foi para o espaço pois o maestro regeu em seguida 3 músicas de The Mission: Gabriel's Oboe, Falls e Come in Cielo Cosi' in Terra.
O show havia acabado: foi aplaudido de pé por vários minutos; saiu e voltou do palco algumas vezes e nós da platéia não nos cansamos de aplaudir.
Para nossa surpresa, ele volta e rege o tema de Once Upon a Time In America novamente. É aplaudido de pé novamente.
Volta mais uma vez, dessa vez com a soprano a tiracolo, para tocar The Ecstasy Of Gold novamente. O teatro vem abaixo de aplausos.
Volta novamente e toca o tema de The Mission. Ele me pareceu bem emocionado pois o pessoal (nós) não paramos de aplaudir em pé. O show havia acabado mas foi difícil fazer o pessoal parar de aplaudir e sair.
Ao fim, foram um pouco mais de 2 horas de música sensacional, criada e regida por um garoto de 79 anos cuja voz nem sequer ouvimos durante o show.
O show ficará gravado em minha mente para sempre. Sem igual. Valeu cada centavo!
Parabéns ao maestro.
Nota: 10 de 10 (talvez seja até uma nota baixa para o que foi realmente)
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