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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Crítica de quadrinhos: Ultimate Marvel (Marvel Millenium)


No ano 2000, a Marvel fez algo bem inteligente mas com grande potencial para um desastre total: criou um novo universo Marvel, chamado de universo “Ultimate” com o objetivo de permitir que novos leitores pudessem se iniciar em seus quadrinhos. Digo que foi algo inteligente pois, basicamente, a Marvel teria carta branca para fazer o que quiser com seus grandes personagens, sem se preocupar com a continuidade normal. Digo que o potencial de desastre era grande pois mexer em heróis tão queridos é sempre um enorme perigo.

Mas a Marvel acertou em cheio em quase tudo que fez nesse seu novo Universo. A recriação dos personagens, principalmente os mais clássicos possíveis como Homem-Aranha, X-Men e Vingadores, foi um trabalho genial que basicamente continua até hoje. Em 2008, durante a saga Ultimatum, muita coisa mudou e, dizem alguns críticos, a qualidade piorou muito.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Crítica de TV: Todd McFarlane's Spawn: The Animated Collection

A maior criação de Todd McFarlane, famoso desenhista e escritor de quadrinhos e dono de um traço marcante, talvez seja Spawn. O personagem é um ser demoníaco, trazido da morte pelo demônio Malebolgia para servir como seu peão. Ele se chamava Al Simmons em outra vida e era agente da CIA mas foi traído e queimado vivo. 

domingo, 18 de julho de 2010

Crítica de TV: Prison Break: The Final Break (Prison Break: O Resgate Final)

Prison Break foi uma série que conseguiu se segurar muito bem. Fiz meus comentários sobre quase toda a série aqui, aqui e aqui.

A temporada final acabou redondinha, sem deixar furos ou mistérios a serem possivelmente revelados no futuro. Mesmo assim, seus produtores resolveram mexer no defunto e arrumaram uma desculpa  muito da vagabunda para fazer um filme lançado direto na TV para "encerrar" a série.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Crítica de filme: Land of the Lost (O Elo Perdido)

Vou começar logo pelo fim pois esse filme não merece muito mais: O Elo Perdido é uma porcaria que não serve nem como passatempo descerebrado. Will Ferrell deveria demitir seu agente por tê-lo convencido a atuar nesse lixo e, se foi por acaso ele próprio que escolheu, está na hora de uma lobotomia no comediante para ele nunca mais cometer essa atrocidade novamente (e olha que eu gosto do cara).

domingo, 19 de abril de 2009

Club du Film - Ano IV - Semana 14: Il Vangelo Secondo Matteo (O Evangelho Segundo Mateus)


Há três anos, no dia 28 de dezembro de 2005, eu e alguns amigos decidimos assistir, semanalmente, grandes clássicos do cinema mundial. Esse encontro ficou jocosamente conhecido como Club du Film. Como guia, buscamos o livro The Great Movies do famoso crítico de cinema norte-americano Roger Ebert, editado em 2003. Começamos com Raging Bull e acabamos de assistir a todos os filmes listados no livro (uns 117 no total) no dia 18.12.2008. Em 29.12.2008, iniciamos a lista contida no livro The Great Movies II do mesmo autor, editado em 2006. São, novamente, mais 100 filmes. Dessa vez, porém, tentarei fazer um post para cada filme que assistirmos, com meus comentários e notas de cada membro do grupo (com pseudônimos, claro).

Filme: Il Vangelo Secondo Matteo (O Evangelho Segundo Mateus)

Diretor: Pier Paolo Pasolini

Ano de lançamento: 1964

Data em que assistimos: 14.04.2009

Crítica: Por onde eu começo? Nunca tinha visto um filme de Pasolini por puro preconceito. Sempre o tive como autor de filmes para lá de cabeça e, com isso, fui deixando para trás a vontade de assistir alguma coisa dele.

Posso dizer que estava certo. "Evangelho" conta a estória de Cristo, de acordo com as palavras do apóstolo Mateus. O filme é uma leitura literal desse evangelho. Literal MESMO. São duas horas e tanto que parecem ser umas 8 horas. Os atores são todos amadores, recrutados ali mesmo, durante a filmagem ou um pouco antes. São todos péssimos. O filme é considerado como uma das melhores adaptações da estória de Jesus Cristo talvez por tratar do assunto de forma desapaixonada, sem tomar nenhum partido. 

Essa falta de paixão, porém, se traduz em um filme chato, sem o fogo que nos incentiva a assistí-lo. Não gosto de obras sem opiniões, por mais contrárias que elas possam ser às minhas opiniões. Pasolini conseguiu fazer quase que um documentário. Aliás, menos que um documentário pois documentário têm opiniões. Ele me fez sentir como se um câmera estivesse presente aos fatos históricos, só gravando-os. No entanto, é tudo muito chato, arrastado, metido a intelectual e com atores terríveis. Nunca tive tanta vontade de ver Cristo crucificado logo!

Nota: 

Minha: 0 de 10
Klaatu: 0 de 10
Barada: 2 de 10
Nikto: 1 de 10

sábado, 9 de agosto de 2008

Crítica de filme: Alien vs Predator - Requiem

Não há nada mais irritante do que continuações inúteis de filmes. Bom, pelo menos não havia. Descobri que mais irritante que isso são continuações inúteis de filmes ruins. Isso é que o é AVPR (sigla ridícula para Alien v Predator: Requiem), dirigida pelos inábeis Brother Strause, uns diretores Zé-Ninguém.

AVP até que era um filminho divertido, com clara conexão com os clássicos de Ridley Scott e James Cameron (principalmente desse último). Era aquela pancadaria básica, no meio do nada e pronto, tudo acabava bem (ou mal, dependendo do seu ponto de vista) e a mitologia dos monstros permanecia mais ou menos intacta.

AVPR é ruim não só tecnicamente mas, também, por pisotear a estória dos classicos que o originou. Aqui, temos um Predalien, que foi o legado de AVP, como ponto focal. O nascimento desse bicho faz com que a nave que o carrega caia na Terra, bem na floresta vizinha à uma cidade perdida no Colorado. Junto com a nave cai um Predator semi-vivo, cujas únicas funções são mandar um pedido de socorro ao seu planeta natal e morrer. Alguns vidros com Facehuggers vivos se quebram e eles fogem pela floresta felizes da vida, junto com o Predalien.

No planeta natal dos caçadores interplanetários, um Predator metido a gostoso vai sozinho tentar resolver a "parada". Por alguns segundos, vislumbramos o planeta natal dele, que mais parece um daqueles conjuntos habitacionais da CEHAB... Bom, o bicho chega na Terra e trata de apagar quaisquer traços da nave de seu compatriota. Enquanto isso, os Aliens se reproduzem que nem coelhos...

Aí começa a palhaçada de verdade. O Predalien é, também, uma rainha que, para por ovos, cospeo-os pela boca diretamente para a boca das pessoas. A fase do Facehugger é convenientemente eliminada. Por sua vez, o Predator que vem caçá-lo nem de longe lembra aquele outro que fez o Governator cortar um dobrado para matá-lo. O bicho desse filme só usa o manto de invisibilidade quanto não tem ninguém olhando. Quando tem, ele faz questão de desligá-lo... Da mesma forma, ele toma enormes cuidados para apagar todos os rastros de morte deixados pelos Aliens mas, ao se deparar com um policial, mata-o, tira sua pele e o pendura em uma árvore para todos verem. Seria um Predator perfeito para fazer uma trinca com Jim Carrey e Jeff Daniels em Dumb & Dumber. Ele poderia ser o "Dumbest".

Continuando a destruição dos mitos criados pelos filmes anteriores, os diretores de AVPR se esquecem do tempo de gestação de um bebê Alien e que só nasce um de cada hospedeiro. Nesse arremedo de filme, os Aliens nascem que nem coelhos - uns 5 de cada barriga - e crescem quase que instantaneamente. Além disso, todos - com exceção do Predalien - têm instinto assassino enquanto que, nos filmes originais, ou o instinto era de sobrevivência do tipo "matar ou morrer" ou do tipo "tenho que permitir a reprodução levando esses hospedeiros fresquinhos para a rainha".

Bom, ultrapassadas essa questões, vale dizer que eu me lembro vagamente de ter visto alguns humanos "heróicos" nesse filme... Tem um gostosão marginal, seu irmão abobalhado, a gostosa da cidade, o valentão imbecil e uma mulher que acabou de voltar da guerra do Iraque (esse foi o momento em que o roteirista achou que estava abafando e sendo cool).

Por fim, vale falar dos efeitos especiais. No entanto, o problema é que não tenho muito o que dizer pois tudo se passa no escuro, com chuva e tem cortes rápidos. Só dá para reconhecer o Predator pelo sangue fosforecente e o Predalien pelos dreadlocks idiotas. Aquele filme amador Batman: Dead End tem Predators e Aliens MUITO mais convincentes...

Em suma, o filme não presta para nada. Mesmo para aqueles que porventura tenham adorado AVP, sugiro que fiquem distantes de AVPR. Terei que rever Alien e Aliens umas 5 vezes seguidas cada para apagar da minha mente essa idiotice.

Nota: 0 de 10