domingo, 19 de dezembro de 2010

Crítica de filme: The Boondock Saints II: All Saints Day (Santos Justiceiros II - O Retorno)

Nove anos depois do cultuado Boondock Saints, o diretor e roteirista do primeiro, Troy Duffy, resolveu reunir a turma novamente para fazer uma continuação. Infelizmente, apesar de todo o potencial que ele demonstrou no primeiro filme, no segundo ele não fez mais do que uma espécie de remake só que sem aquelas pequenas mas geniais cenas (como a do confessionário e a do gato) que marcaram o primeiro filme e, principalmente, sem Willem Dafoe e David Della Rocco. Boondock Saints II soou, apenas, como um fraco eco do primeiro, uma repetição como menos "BANG".

sábado, 18 de dezembro de 2010

Crítica de TV: The Sopranos - a série completa (Família Soprano)


Eu e minha esposa dedicamos 2010 para assistir Família Soprano do começo ao fim. Comprei a primeira temporada em DVD quando ela foi originalmente lançada lá pelos idos do ano 2000, ou seja, alguns dias mais de 10 anos.  Vi um ou dois episódios e larguei de lado, não porque não tivesse gostado mas talvez pelas circunstâncias daquele momento.

Corta para o Natal de 2009. Minha esposa decidiu me dar de presente as temporadas restantes e minhas desculpas para não ver a série acabaram. Começamos em janeiro e acabamos agora, no comecinho de dezembro desse ano. Todas as seis temporadas, do começo ao fim. 

Para aqueles que consideram Lost uma série revolucionária, com roteiro brilhante, algo nunca tentado antes na TV, façam um favor a vocês mesmos e assistam Família Soprano. Achar Lost uma série revolucionária, como muitos preconizam, significa uma das quatro hipóteses: (1) Lost foi a única série que você assistiu; (2) você gosta de roteiros completamente sem sentido, seja direto, indireto ou metafórico; (3) você se deslumbra facilmente ou (4) você gosta de ursos polares em ilhas tropicais.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Crítica de quadrinhos: Jack of Fables - volumes 7 e 8

Os volumes 7 e 8 de Jack of Fables são respectivamente, o antepenúltimo e o penúltimo volume da série spin-off de Fables, que comentei aqui e aqui. Ela acabará no número 50, que será lançado em breve. Jack of Fables não é uma série sensacional como a que lhe deu origem mas diverte bastante.

No volume 7, chamado The New Adventures of Jack and Jack (colecionando os números 36 a 40 da revista), Bill Willingham decidiu dividir a atenção dos leitores entre Jack of Fables e seu filho Jack Frost, introduzido em volumes anteriores. Creio que a escolha do autor tenha sido para trazer um sopro de ar fresco às estórias de Jack que, além de já terem alcançado seu cume no final do volume 6, nunca foram especialmente atraentes. A nova linha de Willingham, porém, apesar de interessante, acaba se mostrando muito comum. Explico.

Crítica de quadrinhos: Cinderella: From Fabletown with Love

Todos nós conhecemos Cinderella como aquela personagem meiga que perde o sapatinho de cristal na escadaria do castelo de seu príncipe e volta a se transformar em uma pobre plebéia explorada por sua madastra e meias-irmãs más.

Mas não em Fabletown.

Em Fabletown, Cinderella é o equivalente a James Bond: uma loira fatal e, principalmente, mortal, que coloca suas habilidades secretamente a serviço dos Fábulas, especialmente de Bigby, o Lobo Mau, responsável por seu treinamento.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Crítica de quadrinhos: Fables - volumes 13 e 14

Bill Willingham conseguiu escrever 11 volumes perfeitos de Fábulas (Fables), estória em quadrinhos mensal do selo Vertigo (da DC Comics) sobre o que aconteceria se os personagens de contos de fadas vivessem entre nós. No volume 12, Willingham fez uma espécie de epílogo da grande guerra que acontece no volume 11, sem realmente avançar muito a trama. Com isso, ele conseguiu montar seu volume mais fraco.

Até a chegada do volume 13, quer dizer...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Crítica de filme: Pandorum

Tenho certeza que o que escreverei sobre esse filme está fortemente relacionado às minhas baixas expectativas sobre ele. Afinal, já havia lido muita coisa ruim sobre esse filme de "monstro no espaço" e estava prepararado para um monte de lixo sendo regurgitado pelo diretor Christian Alvart que, antes disso, não havia feito nada de nota.

Com toda essa carga negativa, comecei a assistir o filme, basicamente atraído pela presença de Dennis Quaid no elenco já que eu o acho ótimo, apesar da canastrice.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Crítica de filme: Buried (Enterrado Vivo)


Por mais que as fãs ardentes de Ryan Reynolds possam querer defender, ele não é um bom ator. Em Enterrado Vivo, ele é o único ator e, em meu entendimento, o ponto fraco do filme, o que não é dizer pouco quando todo ele se passa dentro de um caixão enterrado em algum lugar do Iraque.

Sim, o filme se passa todo ele dentro de um caixão daqueles rústicos de pranchas de madeira, enterrado provavelmente a poucos palmos da superfície, no meio do deserto do Iraque. Reynolds vive Paul Conroy, empregado de uma das empresas contratadas para reconstruir o país. Como companhia ele tem apenas um isqueiro Zippo - que deve ter pago parte do filme - e um celular Blackberry, que pagou a outra parte. Aos poucos, Conroy vai descobrindo que sua já desesperadora situação é ainda mais complexa que ele imagina pois ele passa a lidar com o iraquiano que o colocou lá dentro e com a inacreditável burocracia dos canais regulares do governo e de seu empregador, para tentar resolver seu, digamos, problema.

Club du Film - 5.59 - La Règle du Jeu (A Regra do Jogo)

A Regra do Jogo é um filme francês de 1939, dirigido por Jean Renoir (A Grande Ilusão) e foi visto pelo Club du Film (mais sobre o Club ao final do post) em 07.10.10.

Diversos aristocratas e seus empregados são colocados em uma mansão por ocasião de uma festa, às vésperas de Segunda Guerra Mundial. Não se trata de uma festa comum, mas sim uma festa "de caça", onde os convidados, de dia, saem em grupos para caçar animais e, à noite, contam suas estórias, regados por muita comida e bebida. André Jurieux (Roland Toutain) é um piloto que acabou de fazer um vôo recordista.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Club du Film - 5.58 - Jules et Jim (Jules e Jim - Uma Mulher Para Dois)

Jules e Jim é um filme francês de 1962, dirigido por François Truffaut e foi visto pelo Club du Film (mais sobre o Club ao final do post) em 21.09.10.

O filme conta a estória clássica de um triângulo amoroso (como o desnecessário subtítulo em português deixa claro) durante algumas décadas. Ele é formado por Jules (Oskar Werner) e Jim (Henri Serre), dois grandes e inseparáveis amigos e Catherine (Jeanne Moreau). Jules, um austríaco e Jim (um francês) se apaixonam por Catherine, ainda jovens, antes da Primeira Guerra Mundial.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Club du Film - 5.57 - Au Hasard Balthazar (A Grande Testemunha)

Au Hasard Balthazar (A Grande Tesmunha) é um filme francês de 1966, dirigido por Robert Bresson e foi visto pelo Club du Film (mais sobre o Club ao final do post) em 14.09.10.

Robert Bresson dirigiu um burro. Sim, literalmente um burro. Tamanho é o foco no animal que Bresson de propósito pediu para que os atores não atuassem, ficassem meio que mortos e "mecanizados" em cena, exatamente para deixar sobressair o triste burrico.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Crítica de filme: Scott Pilgrim VS. The World (Scott Pilgrim Contra o Mundo)

Sei que serei ameaçado de morte pelos irredutíveis defensores de Scott Pilgrim que veneram esse filme mais do que qualquer outro filme já feito na história do cinema, mas tenho que dizer: o filme não é isso tudo. Não é que o filme seja ruim – longe disso - ele apenas não deve ser visto como a obra-prima cinematográfica que dizem que é.

Baseado em uma coleção de seis volumes de estórias em quadrinhos escritas por Bryan Lee O’Malley entre 2004 e 2010, o filme Scott Pilgrim é uma sucessão de onomatopeias voando na tela muito na linha do Batman dos anos 60, transições cool e roteiro fortemente calcado na cultura pop/nerd. Na verdade, quando digo uma sucessão desses elementos, acho que estou sendo comedido.

Crítica de filme: RED (RED – Aposentados e Perigosos)

2010 será lembrado, provavelmente, como o ano dos filmes de reuniões improváveis. Tivemos Os Mercenários reunindo a galera parruda dos anos 80 com alguns atores mais novos. Tivemos, também, Machete, reunindo Danny Trejo com Michelle Rodriguez, Jessica Alba, Don Johnson e, por incrível que pareça, Robert de Niro.

Agora vem RED, em que o veterano Bruce Willis se junta aos também veteranos Morgan Freeman, John Malkovich e, impressionantemente, Helen Mirren. Dos três “filmes de reunião”, RED é, sem dúvidas, o mais fraco, porém.

Crítica de filme: Grace (O Mistério de Grace)

Grace é um pequeno filme de horror que andou pelos corredores de festivais de cinema mundo a fora e que, em Sundance, foi alvo de muita conversa pela sua temática, digamos, controversa. Paul Solet, diretor estreante de longa metragem, fez esse filme, que estreou em 2009 com base eu seu curta metragem de mesmo nome de 2006.

A idéia é boa: Madeline (Jordan Ladd) vive uma grávida que tem um acidente e seu bebê morre ainda na barriga. Ela se recusa a retirar a criança e acaba efetivamente tendo a filha natimorta que, milagrosamente, volta à vida. Mas, claro, como todo filme de horror, essa "volta à vida" tem um preço e, nesse caso, ele é bem alto: a bebezinha só quer saber de sangue no lugar de leite.

Crítica de filme: Frozen (Pânico na Neve)

Como transformar o esqui em algo aterrorizante? Normalmente associado com férias, relaxamento, diversão, brincadeiras, o esqui na neve sofre, com Frozen, um twist interessante, digno de filme de horror.

Acho que o momento que dá mais frio na barriga ao se esquiar é a subida de teleférico. Chegar lá em cima e descer aquela altíssima montanha super inclinada depende muito mais da habilidade do esquiador do que de fatores externos. Sim, descer de esqui pode dar calafrios mas o teleférico que nos transporta até o cume da montanha está totalmente fora de nossa esfera de influência.

domingo, 28 de novembro de 2010

Crítica de filme: Megamind (Megamente)

A DreamWorks não para de lançar desenhos em computação gráfica. Megamente é o terceiro deles só em 2010, depois de Como Treinar Seu Dragão e Shrek Para Sempre. Um feito impressionante por si só.

Infelizmente, porém, a DreamWorks não é a Pixar. Imaginem a DreamWorks como uma fábrica com linha de produção em massa: produtos simples em quantidade que às vezes estão acima da média. A Pixar, por outro lado, é aquela loja de artesanato manual, produzindo poucos produtos, mas todos de extrema qualidade. Apesar de Como Treinar Seu Dragão ter sido excelente, Shrek 4 e, agora, Megamente, são bem fracos.